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Conheça a Gamelanders, a maior surpresa do cenário de Valorant

Durante o último ano, não só os brasileiros foram agraciados com o lançamento do novo título da Riot Games, como também acompanharam o nascimento e evolução da organização que viria a se tornar a equipe mais dominante do cenário de Valorant naquele ano, a Gamelanders.

Buscando apresentar melhor a nova organização aos brasileiros, nós do betfair Esports Brasil conversamos com os principais nomes à frente do projeto sobre a organização, os planos para criação de conteúdo, sua entrada no cenário feminino e mais.

O QUE É A GAMELANDERS?

Se você, leitor, não acompanhou o cenário competitivo de Valorant no último ano, provavelmente não conhece o time Gamelanders, e para entender o que é Gamelanders, primeiro é necessário conhecer o Final Level.

O Final Level foi fundada em 2018 através de uma parceria entre a Go4it, empresa de investimento, e o youtuber Felipe Neto. Hoje, a plataforma brasileira é uma das maiores no quesito de criação de conteúdo gamer e de entretenimento, com quase 5 milhões de inscritos no Youtube.

Mas os investimentos da plataforma não ficam só por aí. No ano de 2020, o Final Level também foi responsável por ajudar na fomentação do cenário competitivo do Valorant, FPS da Riot Games lançado em junho do último ano, através da parceria com o streamer Rakin para realizar o campeonato Copa Rakin by Final Level.

Nascido em conjunto com o cenário competitivo do novo título da Riot Games, a Gamelanders nasceu como o braço de esportes eletrônicos da plataforma de entretenimento.

“A Gamelanders nasceu como um projeto de MVP dentro da empresa [Final Level], a gente tem muito essa cultura de testar as coisas e um olhar de muita expertise dentro da empresa que vem muito do Gabriel Duarte, diretor de novos negócios da plataforma, e do Gabriel Araujo, diretor de conteúdo da plataforma e um grande apaixonado e conhecedor do mercado competitivo. Eles se juntaram e formaram nosso time super campeão”, explica Fernanda Lobão, CEO do Final Level.

Com planos para entrar com mais afinco dentro do mercado de esportes eletrônicos, a organização viu no começo do cenário a oportunidade de se tornarem pioneiros no Valorant. Através de indicações de Rakin, a Gamelanders entrou em contato com os jogadores Nyang, Mwzera (que já teve sua história contada pelo betfair Esports Brasil), Jonn, Jhow e Fznnn.

Saídos majoritariamente de carreiras repletas de sucessos, principalmente no Point Blank, os jogadores migraram ao Valorant na busca de obter o reconhecimento que não tiveram nos outros títulos que atuaram no passado.

“Nos interessamos bastante em conhecer os meninos, conhecemos a trajetória deles e vimos o quanto eles queriam. Você sai de uma modalidade [Point Blank] que você é campeão mundial e o reconhecimento é pequeno, não desmerecendo a modalidade, mas eles estavam longe dos holofotes [...] e sai para uma modalidade que tem um potencial gigantesco como o Valorant, a gente queria dar uma oportunidade para essa transição”, revela Gabriel Duarte,

A CRIAÇÃO DE CONTEÚDO

Nascida de uma plataforma de entretenimento, é natural que a Gamelanders siga os passos do Final Level e passe a criar conteúdos junto de seu time de esports.

Situada dentro de um cenário marcado por uma criação de conteúdo fraca, sendo a LOUD a maior exceção, a Gamelanders traz consigo para 2021 planos para torná-la em uma potência quando o assunto é criação de conteúdo de qualidade.

"Nossa visão dentro da Gamelanders é fazer uma potência de conteúdo. Atendendo tanto o fã que quer ver video de highlight depois de campeonato, quanto também o fã que quer ver mais o estilo de vida dos jogadores" Gab Araujo, diretor de conteúdo da Final Level

Para engajar seu público à organização, o diretor de conteúdo garante que esses conteúdos serão focados em sua principal modalidade, Valorant, e também em mostrar como é a vida dos jogadores. No entanto, Gab entende a necessidade e importância de trazer um conteúdo inovador.

“Na minha opinião a gente tem que extrapolar muito e tem que olhar muitos exemplos lá fora, mas também fazer análises e associações que as pessoas ainda não fizeram. Como a competição de quem tecla mais rápido da Cloud9, que pra mim é emblemático. É uma ideia simples, talvez nunca tivesse tido antes e é algo super curioso. A galera quer ver isso", avalia sobre os passos que a Gamelanders pode tomar para a criação de conteúdo.

"A gente vê isso nos esportes tradicionais, da galera trazendo documentários muito maneiros, tipos de conteúdo muito legais e a gente quer trazer isso para os esports também”, completa.

AS INSPIRAÇÕES PARA O PROJETO

E não é só a criação de conteúdo que a organização busca trazer como referência dos esportes tradicionais, mas também os cases de sucesso com a entrada dos clubes. Mais especificamente o Flamengo.

Fundado em 2017, o Flamengo Esports se tornou com o passar dos anos uma das maiores potências dentro do cenário competitivo de League of Legends. Gabriel Duarte, que hoje faz parte do Final Level, foi uma das pessoas à frente da gestão do Flamengo Esports através da Go4It - que mais tarde deixou de gerir o clube por se tornar investidor global da G2.

Como uma de suas inspirações para definir os caminhos que a Gamelanders tomará e coisas que pode melhorar para os próximos anos da organização, Duarte faz questão de mencionar um de seus projetos de mais sucesso.

“Do lado competitivo, a bagagem que a gente trás do Flamengo é muito importante. É um case que para nós foi muito simbólico, foi super bem-sucedida com a trajetória do herói perdendo três finais e ganhando em casa, no Rio de Janeiro. Então a gente se baseia muito no que estávamos construindo dentro do Flamengo”, comenta Gabriel Duarte.

Olhando para fora, a inspiração do diretor de novos negócios é uma das equipes a ser batida pela Gamelanders quando começarem os campeonatos internacionais de Valorant - e curiosamente a equipe que passou a ser gerida pela Go4It após sua saída do Flamengo.

Equipe destaque nos primeiros meses do FPS na Europa - além de uma das maiores equipes de LoL, CS:GO e Rainbow Six da região -, Gabriel revela que a G2 Esports também é uma de suas inspirações.

"Pensando internacionalmente, certamente o case que me chama a atenção sempre vai ser o da G2, que une muito a questão da performance junto com a base competitiva muito aflorada" Gabriel Duarte, diretor de novos conteúdos da Final Level

Pensando na criação de uma boa relação com sua comunidade, Duarte faz questão de voltar a falar do Brasil e exaltar o trabalho exercido por André Akkari na gestão da organização FURIA.

Para ele, “esse senso de comunidade que ele criou dentro do CS, o estilo de vida, performance de alto nível é uma coisa que eu particularmente tenho olhado com bastante curiosidade, é uma coisa fora da curva quando pensamos em desempenho”, completa.

A ENTRADA NO CENÁRIO FEMININO

Assim como aconteceu com sua equipe mista, a Gamelanders foi uma das primeiras organizações brasileiras a “colocar a farinha no bolo” e investir no cenário feminino de Valorant.

“Na nossa proposta de ser um ponto de encontro, o cenário feminino é algo muito forte e um dos pilares de trabalho que vamos estar ‘atacando’ muito fortemente em 2021”, afirma Fernanda Lobão, CEO do Final Level.

Antes, sem a certeza de que existiria um cenário feminino para desenvolver esses talentos, era necessário esperar para que tais investimentos fizessem sentido e que construíssem algo a longo prazo .

Assim, logo que o regulamento do Champions Tour foi divulgado e a medida de que uma organização poderia contar com uma equipe mista e uma feminina competindo, a organização tratou de correr atrás de suas representantes.

“Já era um objetivo nosso para esse ano, sabíamos que o cenário feminino de Valorant era um cenário que existiria e seria forte. Quando a Riot validou a participação de uma equipe mista e uma feminina, a organização passou a ter duas oportunidades e foi quando a gente viu que precisava acelerar”, revela Gab Araujo.

Na última quinta-feira (22), o Final Level oficializou sua entrada no cenário competitivo feminino com a Gamelanders Purple e deu uma exclusiva ao betfair Esports Brasil sobre a novidade.

O plano da organização para a entrada no cenário feminino, segundo o diretor de conteúdo, estava tão bem idealizado que ele acredita “fielmente que temos o time Top 1 de elenco feminino que vai jogar no Brasil”.

No entanto, a presença de um elenco feminino vai muito mais além de ter apenas mais uma equipe na disputa. Para ajudar suas jogadoras e tantas outras que sonham em viver dessa profissão, Gab acredita que é necessário que seus representantes, tanto masculino quanto feminino, entendam a importância de ser um exemplo.

“É importante passar para os jogadores e jogadoras a importância que existe de você ser um exemplo. Você me pergunta ‘Como essas meninas vão ajudar o cenário?’, eu te respondo: sendo um exemplo. Mostrando que com profissionalismo existe um caminho, existe um por onde”, diz Gab Araujo.

Aliado a isso, a CEO acrescenta que o Final Level e Gamelanders precisam se aproveitar de seu alcance midiático para também tornarem-se exemplos e batalhar pela inserção das mulheres no cenário competitivo.

“Usar nossa força de mídia e de influência para trabalhar a inserção da mulher no cenário competitivo. Tem muitas questões, vemos campanhas maravilhosas como o My Game My Name, a Cherry, Nyvi, Funbabe, todas falando abertamente sobre isso, mas na prática é muito pouca presença de jogadoras de alto rendimento. Então estamos muito animados para dar nossa contribuição com essa iniciativa”, acrescenta Fernanda Lobão.

O CENÁRIO MISTO

Valorant nasceu com o propósito inicial de possuir um cenário misto, mas infelizmente, não é assim que a banda toca. Durante o decorrer dos últimos sete meses desde o lançamento do jogo, nenhum dos times que se destacaram possuíam uma mulher em seu elenco - com exceção da própria Gamelanders, que contou com Iara como sua analista.

Para que isso aconteça, é de suma importância que as equipes hoje presentes dentro do cenário competitivo de Valorant dêem a devida importância nos investimentos direcionados aos elencos femininos, assim aumentando o número de jogadoras, organizações e campeonatos, inflando o cenário feminino.

“A nossa intenção é dar uma ‘vitrine’, um ‘espelho’ para cada vez mais as meninas se encontrarem em um ídolo, uma menina que ta representando elas no cenário competitivo. Automaticamente e naturalmente, quanto melhor essas meninas performarem, mais vamos ver meninas nas equipes de Valorant. Na bala não existe diferença, existe só diferença na questão de oportunidade”, analisa Gabriel Duarte.

Duarte ainda acrescenta e deixa claro que, “certamente se tiver uma menina performando melhor do que qualquer jogador, em qualquer equipe, em qualquer modalidade, eu acho que ela deveria jogar no cenário misto”.

Com os investimentos e planos para tornar suas jogadoras em atletas de alto rendimento, e mais importante, exemplos, o objetivo final da organização se torna claro como o dia: “que o cenário misto se torne uma realidade. Se a ferramenta precisa ser um ambiente confortável para que as mulheres se sintam bem em jogar e se desenvolver, a gente vai fazer acontecer. Esse é nosso objetivo”.

FUTURO DO BRASIL NO VALORANT

Apesar dos poucos meses de vida de Valorant, o cenário competitivo já teve a oportunidade de se aquecer e de mostrar o potencial que têm. Não à toa, a Riot Games rapidamente investiu em um circuito competitivo para o ano de 2021.

No Brasil, assim como em outros FPS’s, os jogadores brasileiros se provaram como grandes talentos e montaram grandes equipes que já demonstraram o potencial de bater de frente com outros times ao redor do mundo.

“Acho que a nuance dessa modalidade [Valorant], ela só é parelha hoje no Brasil com a do Rainbow Six. Que é a gente ter o Brasil sendo tratado como uma região importante e muito provavelmente teremos vagas garantidas no mundial, para todas as etapas internacionais. Esse é o primeiro passo”, analisa Gabriel Duarte.

Diferente do outro título da desenvolvedora e até mesmo de seu concorrente direto, CS:GO, Valorant trará aos brasileiros um calendário de competições que será um divisor de águas para que os talentos tupiniquins possam evoluir através da constante realização de campeonatos ao redor do mundo.

"No CS:GO, infelizmente, a gente tem essa barreira de que, pra jogar sempre os maiores torneios, a gente precisa ir pra fora. No Valorant não, a gente frequentemente vai jogar um torneio regional contra as melhores equipes da região." Gabriel Duarte

"Teremos várias e várias etapas que muito provavelmente vamos competir internacionalmente, e isso é muito emblemático. Teremos sempre duas organizações brasileiras performando em alto nível competitivo internacionalmente”, observa Duarte.

Para o diretor de novos negócios, a oportunidade trazida pelo circuito competitivo Champions Tour, é uma grande “oportunidade para fincar essa bandeira e falar ‘Se essa modalidade for gigante - assim como é o Counter Strike -, somos brasileiros, vamos performar e temos a chance de ganhar um campeonato mundial, assim como os outros também’”.

LEGADO DA GAMELANDERS PARA O FUTURO

Hoje uma das maiores organizações presentes na esfera competitiva de Valorant, no último ano a Gamelanders marcou seu lugar ao trono e desfrutou dos mais diversos títulos ao longo do segundo semestre de 2020. Mas é preciso olhar para o futuro e, principalmente, não se acomodar.

Para o futuro, a organização leva consigo a frase “Domine seu jogo”. Criada por Gabriel Araujo, o lema representa bem os objetivos da organização para os próximos anos: se entregar e dar o seu melhor, seja dentro do cenário nacional ou no cenário internacional.

"O brasileiro quer ganhar. E a gente quer ser quem ganha, esse é o DNA que a gente trás. Vamos ganhar sempre? Acho que é quase impossível, mas vamos sempre entrar para ganhar" Gabriel Araujo.

De olho em conquistar o mundo, Duarte ainda aproveita para completar a fala de Gab e finalizar afirmando que a Gamelanders “vai brigar para ser campeão mundial. Esse é nosso sonho, nossa visão e temos estrutura suficiente para chegar lá. Não espere nada menos do que isso para a Gamelanders”.

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